Projeto certificado pelo(a) coordenador(a) Fábio Alfaia da Cunha em 04/02/2022. Historicamente a ciência aeronáutica, sobretudo na área de ensaios em voo, dependia de instrumentação de porte físico considerável, de forma que, a implementação da instrumentação existente em asas infláveis ou hiperflexíveis se tornava proibitiva ou completamente ineficiente. Por essa razão o desenvolvimento de sistemas que utilizam asas infláveis ou flexíveis como: sistemas de desaceleração, de posicionamento de cargas, de propulsão eólica, de aeronaves desportivas, etc.; ainda ocorre de forma semi-empírica, resultando em limitações nas ferramentas e metodologias de otimização de projetos, bem como, na falta de compreensão profunda sobre o fenômeno de colapso e as características de projeto que amenizam ou potencializam tal tendência. Com a evolução da instrumentação embarcada dedicada, principalmente, aos sistemas de aeronaves autônomas e pilotadas remotamente (vulgo: DRONES), observou-se na última década o aparecimento de uma nova geração de sensores miniaturizados que abriu novas portas para um vasto espectro de aplicações tecnológicas e científicas dentro do universo de ensaios em voo. Assim, o projeto em pauta apresenta a proposta de estudar as características dinâmicas e aerodinâmicas de uma asa inflável flexível utilizando um sistema de instrumentação inédito totalmente projetado com um conjunto de sensores de alta tecnologia, especialmente integrados para aplicação em ambiente aeronáutico. Propõem-se projetar o sistema de instrumentação, validá-lo em túnel de vento, instalá-lo em uma asa real, e executar uma completa campanha de ensaios em voo onde serão coletados dados dinâmicos de movimento e de distribuição de pressão na asa e, finalmente, analisar o conjunto de dados buscando determinar as características de projeto que tornam o sistema mais ou menos propício ao fenômeno de colapso, bem como, descrevendo a lógica da variação de pressão ao longo da asa flexível durante as diferentes manobras. A análise supracitada deverá permitir otimizar o projeto desse tipo de sistema, prevenir a construção de sistemas com tendência ao colapso, aumentando a segurança, e fornecer as bases para o desenvolvimento de sistemas de controle autônomo aplicados. O sistema de instrumentação utilizado, constituirá, por si só, ferramenta inovadora de ensaio de asas flexíveis, abrindo uma nova metodologia de desenvolvimento desses produtos.